
Há poucos anos, comprar um carro chinês gerava uma pergunta inevitável: “e se precisar de peça?”. Em 2026, o cenário é outro. Várias marcas já montam carros aqui, e outras estão a caminho. Isso muda bastante a vida de quem tem ou pensa em ter um desses modelos.
Quem já produz no Brasil
- BYD, em Camaçari (BA): Dolphin Mini, Song Pro e King.
- GWM, em Iracemápolis (SP): Haval H6, Poer P30 e Haval H9.
- Caoa Chery, em Anápolis (GO): linha Tiggo.
- Caoa Changan, em Anápolis (GO): Uni-T e CS75.
Geely (PR), Leapmotor (PE) e MG (CE) anunciaram início de montagem até o fim de 2026.
Montado aqui não é o mesmo que feito aqui
Boa parte dessa produção ainda é em regime SKD ou CKD: o carro chega em kits e é montado na fábrica brasileira. A nacionalização, ou seja, a fabricação de peças por fornecedores locais, avança aos poucos. A BYD, por exemplo, adiou para o fim do ano a meta de nacionalizar a produção.
Para o dono do carro, isso quer dizer que a disponibilidade de peças deve melhorar, mas ainda depende de importação em muitos casos.
O que melhora com a produção local
- Peças mais rápidas: fábricas e centros de distribuição no país encurtam o prazo de entrega.
- Rede maior: marcas que investem em fábrica tendem a ampliar concessionárias e pontos de assistência.
- Mais informação técnica: com mais carros rodando, oficinas independentes ganham acesso a catálogos, treinamentos e equipamentos de diagnóstico.
- Valor de revenda mais firme: a segurança de ter peça e serviço pesa na hora da troca.
Garantia: concessionária ou oficina independente?
Durante a garantia de fábrica, siga o plano de revisões do manual. Pela lei, a revisão pode ser feita fora da concessionária, desde que siga as especificações do fabricante, com peças adequadas e nota fiscal detalhada. Mas confira as condições do seu contrato de garantia antes de decidir.
Fora da garantia, uma oficina independente preparada costuma oferecer bom custo-benefício, especialmente em itens como freios, suspensão, pneus e ar-condicionado.


