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Carros elétricos e híbridos em alta no Brasil: por que pneus e freios desses carros pedem cuidado diferente

As vendas de carros elétricos e híbridos vêm crescendo forte no Brasil e no mundo estudos do setor apontam que, globalmente, cerca de um em cada três carros vendidos neste ano já é elétrico. Com isso, cada vez mais desses veículos estão circulando nas ruas e chegando às oficinas para manutenção. E há um detalhe importante que muita gente não sabe: elétricos e híbridos não desgastam pneus e freios do mesmo jeito que um carro a combustão.

Por que o peso extra importa

Carros elétricos costumam ser mais pesados que seus equivalentes a combustão, principalmente por causa do conjunto de baterias. Esse peso extra aumenta a pressão sobre os pneus, acelerando o desgaste da banda de rodagem especialmente se a calibragem não for verificada com a frequência recomendada (que, em muitos modelos elétricos, é maior do que a de um carro comum).

O torque instantâneo cobra seu preço

Um dos maiores atrativos dos elétricos é a resposta instantânea do motor toda a força de tração disponível desde o primeiro momento em que se pisa no acelerador. Só que essa mesma característica gera mais estresse sobre os pneus, principalmente os dianteiros ou traseiros (dependendo da tração), aumentando o desgaste se o motorista não ajustar o estilo de condução.

Por isso, muitos fabricantes recomendam pneus específicos para elétricos, com composto de borracha reforçado e desenho pensado para lidar com esse torque pneus comuns podem se desgastar visivelmente mais rápido nesses carros.

E os freios? Aqui a lógica se inverte

Diferente do que se imagina, os freios de um carro elétrico ou híbrido costumam durar mais tempo, não menos. Isso acontece por causa da frenagem regenerativa: o próprio motor elétrico ajuda a desacelerar o carro, recuperando energia para a bateria, e reduz a necessidade de usar os freios convencionais no dia a dia.

O lado B disso é que, como as pastilhas e discos são usados com menos frequência, eles podem sofrer oxidação e travamento leve por falta de uso um problema silencioso que só aparece numa inspeção mais detalhada.

O que isso muda na hora de levar para a oficina

Vale conferir a calibragem dos pneus com mais frequência do que num carro a combustão, avaliar se o pneu instalado é o recomendado pelo fabricante (ou um substituto compatível), e não deixar de inspecionar os freios mesmo que “pareçam” pouco usados a inspeção visual detecta esse tipo de problema, que não costuma dar sintoma antes de complicar.

O silêncio do motor também muda o que você percebe

Sem o ruído do motor a combustão como “pano de fundo”, carros elétricos deixam muito mais evidentes ruídos que antes passariam despercebidos um leve chiado no pneu, um zumbido na suspensão, um rangido discreto no freio. Isso é bom e ruim ao mesmo tempo: bom porque ajuda o motorista a notar problemas mais cedo; ruim porque, sem estar acostumado a prestar atenção nesses sons, muita gente estranha e ignora, achando que “é assim mesmo que o carro elétrico é”.

Baterias também pedem atenção mas isso é conversa para outro dia

Vale lembrar que pneus e freios são só uma parte da manutenção de um elétrico ou híbrido; o conjunto de bateria e sistema de arrefecimento dela também tem particularidades próprias, geralmente cobertas por garantias específicas do fabricante. Aqui o foco foi nos itens que qualquer oficina de confiança já pode avaliar: pneus, calibragem e freios.

Uma tendência que só cresce

Com o aumento nas vendas de elétricos e híbridos no país, entender essas particularidades deixou de ser um detalhe técnico para se tornar parte normal da manutenção automotiva. Quem já tem um desses carros ou está pensando em migrar sai na frente cuidando bem desde o início.

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