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Não abasteça “até a boca”

Não abasteça “até a boca”

No entanto, ao pedir para o frentista completar o tanque “até a boca”, o que pode variar entre 1 e 2 litros a mais, o motorista prejudica o motor do veículo, oferece risco aos profissionais responsáveis pelo abastecimento e contribui para o aumento da poluição do ar. download Os tanques de combustível são projetados para conservar um “bolsão” de ar na sua parte superior e não danificar o cânister, peça responsável por diminuir os gases produzidos pelo automóvel, filtrar vapores e devolvê-los à atmosfera de forma adequada. Esse filtro é composto por pequenos grãos de carvão ativado responsável pelo processo de limpeza dos gases. Com o excesso de combustível, a pressão aumenta e o cânister é inundado, impedindo a filtragem, causando assim,  um aumento dos grãos de carvão e, com o passar do tempo, a liberação de pequenas partículas para o combustível. Isso acaba provocando contaminação, cheiro forte na queima e possíveis falhas de funcionamento do motor. Alguns pequenos detalhes que também podem gerar dores de cabeça para o proprietário do carro estão relacionados ao poder corrosivo do combustível. O excesso pode ressecar a borracha de vedação da tampa do tanque, causando com o tempo, o vazamento de combustível. Além disso, o frentista ao ignorar essa regra básica, completando o tanque até a borda pode deixar vazar algum resíduo, danificando com o tempo, a pintura do carro na região. No Brasil, a partir de janeiro de 1989, como parte do Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores (Proconve), determinado pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) pela Resolução n° 18/86, todos os veículos a gasolina e a álcool passaram a ter um dispositivo para controlar as emissões evaporativas de combustível. Após o primeiro clique da mangueira, ocorre a interrupção da transferência do combustível para que o “bolsão” de ar seja preservado. Nos Estados Unidos o dispositivo foi adotado em 1971. Em janeiro de 2015, a Lei 6.964/14 entrou em vigor no estado do Rio de Janeiro proibindo o abastecimento de qualquer veículo além do travamento automático da bomba. Quem descumprir a norma está sujeito à multa de 5 mil Ufirs (R$ 13.559,00). Se houver reincidência, o valor será dobrado, chegando a R$ 27.119,00. A lei do Rio é de autoria do deputado Paulo Ramos (PSOL) e uma reivindicação antiga do Sindicato de Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Estado do Rio de Janeiro. Segundo Estudos da Organização Mundial da Saúde, o tanque de combustível completamente cheio libera benzeno, substância encontrada na gasolina considerada cancerígena. Muitos motoristas e atendentes não conhecem os riscos dessa substância que também pode provocar dificuldades respiratórias e bronquite. O consumidor sempre procura uma forma de economizar e, apesar dos altos preços do combustível, não dá para arriscar pedindo ao frentista o famoso “chorinho”. Essa estratégia pode sair caríssima para o bolso e para a saúde. O que vale é sempre o primeiro clique da bomba. Ela conhece o limite que seu veículo pode receber a gasolina. Por: Gabriela Rabinovici Confira dicas da Widmen para economizar combustível: http://www.widmen.com.br/dicasautomotivas/dicas-para-economizar-combustivel/ Você sabe a diferença entre o álcool e a gasolina? Clique aqui: http://www.widmen.com.br/dicasautomotivas/e-gasolina-ou-alcool/]]>

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